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Magnificent Western

Você já ouviu falar em Western?

 

 

É o gênero dos famosos cowboys, outlaws, gunslingers, drifters, marshalls and sheriffs (vaqueiros, foras-da-lei, andarilhos, delegados e xerifes). Hoje nada disso tá muito na moda, principalmente se levarmos em consideração os blockbusters internacionais.

 

No entanto, os westerns ou faroestes, como eles ficaram conhecidos aqui (bangue-bangue, pra quem é mais old school) já foram a base do cinema norte americano e significavam um tiro certo (segura esse trocadilho) nas bilheterias dos cinemas. Toda essa fama e sucesso dos gunslingers (pistoleiros) e cowboys (vaqueiros) durou pelo menos 30 anos e, apesar dos westerns terem se tornado produções secundárias, seu charme não deixou de existir.

 

 

Conquering the West – Conquistando o oeste

 

A popularidade cinematográfica dos westerns começou ao mesmo tempo que os primeiros passos do cinema, pois em 1903 era lançado The Great Train Robbery (O Grande roubo do trem). O curta de 12 minutos (naquele tempo eram todos curtas mesmo) foi dirigido por Edwin S. Porter e mostrava o roubo de um trem (ah, não diga!).

 

(A cena do pistoleiro atirando na direção da platéia ficou famosa pelas reações de susto nos espectadores)

 

Por mais que The Great Train Robbery tenha sua relevância, foi o filme Stagecoach (No tempo das Diligências) de 1939 e dirigido por John Ford que estabeleceu a popularidade do gênero, além de lançar para o estrelato um dos mais memoráveis cowboys de todos os tempos, John Wayne.

 

 

Os westerns permaneceram como o principal gênero cinematográfico norte americano por quase 30 anos, até o seu declínio nos anos 60. Embora existam famosos westerns lançados posteriormente, a partir desse momento, principalmente devido ao contexto em que os Estados Unidos se encontrava (contracultura, movimentos raciais e feministas), a imagem desenhada pelos filmes tradicionais do old west (velho-oeste) passou a ser questionada, principalmente pelas novas gerações. O western precisou se reinventar.

 

(Howdy é uma forma bem coloquial e antiga de se dizer “oi”, bem comum entre os cowboys)

 

O cowboy deixa de ser uma idealização do herói e salvador que constrói a nação americana através de atos épicos e heróicos e luta contra índios. Passa a ser a figura de um anti-herói, muitas vezes solitário e misterioso, que resolve problemas locais, pessoais ou que se envolve em disputas corporativas ou familiares.

 

 

The Italian Cowboy – O cowboy italiano

 

Surge então o western spaghetti (não tem nada a ver com comida não), marcados principalmente pelos filmes de Sergio Leone. Famosos por serem produções italianas que se apropriaram do universo norte-americano dos westerns. Também foram responsáveis por lançar ao estrelato Clint Eastwood, o famoso “Man with No Name” (Homem sem nome), protagonista da Dollars Trilogy (Trilogia dos dólares) de Leone.

 

 

Da uma olhada nessas frases icônicas do “Man with No Name”.

“I knew someone like you once. There was no one there to help. Now get moving.” | Eu conheci alguém como você uma vez. Não tinha ninguém lá para ajudar. Agora mova-se. (A Fistful of Dollars)  

“Tell me, isn’t the sheriff supposed to be courageous, loyal and above all, honest?” | Diga- me, o xerife não deveria ser corajoso, leal e acima de tudo, honesto? (For a Few Dollars More)

“I’ve got six more bullets in my gun.” | Eu tenho mais seis balas na minha arma. (The Good, the Bad and the Ugly)

 

(Por mais que ele seja the Man with No Name, em cada filme ele é chamado por um apelido diferente, Joe, Monco e Blondie, respectivamente)

 

The Cowboy Still Lives – O cowboy ainda vive

 

O interesse do público nos Westerns acabou caindo e sendo substituído por outro gêneros, como o sci-fi (ficção científica). Nada disso significa que o western deixou de existir ou foi completamente marginalizado pelo cinema.

As produções focadas nas histórias dos cowboys e outlaws (vaqueiros e foras-da-lei) caíram para uma “segunda divisão” do cinema. Mas ainda existem muitas obras famosas, como claro, as do Tarantino, Django Unchained (Django Livre) e The Hateful Eight (Os 8 odiados). Além disso, existem outras obras que se apropriam de diversos elementos do faroeste para compôr seus enredos, como o filme Logan de 2017 ou a série Justified de 2010.

 

 

E para finalizar este post, nós vamos dar mais algumas sugestões westerns pra você assistir e jogar, em inglês, é claro.

 

– 3:10 to Yuma (Os Indomáveis, 2007)

Remake do filme com o mesmo nome de 1957. O filme estrela Russell Crowe e Christian Bale e conta a história de um fazendeiro veterano da Guerra Civil Americana que aceita a proposta de escoltar um famoso criminoso até o trem que vai levá-lo à prisão em troca de dinheiro para salvar a fazenda de sua família. Embora o enredo seja simples, a obra conta com ótimas atuações, cenas bem produzidas e representa a essência da era de ouro dos westerns.

 

 

– Godless (2017)

Se você prefere séries, uma boa dica é a minissérie Godless, protagonizada por Jack O’Connell, Michelle Dockery e Jeff Daniels. O enredo narra a história do ex membro de uma gangue, Roy Goode, caçado por seu antigo mentor, Frank Griffin. Além da ação, a minissérie consegue dar um profundo foco nos personagens, facilitando a imersão do espectador.

 

Red Dead Redemption 2 (2018)

 

E pra quem gosta de videogames, o mais novo lançamento da produtora Rockstar foca no mundo western. O jogo elogiadíssimo, Red Dead Redemption 2 é uma homenagem aos westerns, colocando os jogadores na pele de Arthur Morgan e fazendo-os ter a verdadeira sensação de ser um outlaw gunslinger (pistoleiro fora-da-lei) no old west americano.

 

 

E aí, tá esperando o que?

Mount up and let’s ride, pardner.

 

 

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